Water is necessary for life, fatally necessary. All life on Earth relies on it for basic and complex organic functions, from the gigantic ocean-dwelling blue whale to the minute Staphyloccocus aureus bacteria so fond of our armpits. For that reason, it is dramatically ironic that the same molecule – finite and not in fantastic availability – can be used in almost infinite ways to make our lives easier and more comfortable, rendering it even scarcer and more valuable. Water is a drink, a means of transportation, an energy and carbon sink, a formidable solvent and a cleaning agent, to name just a few of its applications.

Only 0.5% of Earth’s water is available freshwater1, the kind used for the overwhelming majority of Humanity’s needs – bodily, leisure, industrial and commercial. There is an obvious conflict of interest on Society’s part when evaluating water consumption: we need it to keep us alive, but it must also be “wasted” to run our houses and companies and enable progress. How can Nature and the World then keep up with this demand?

The easy answer to that difficult question is to simply produce less things, change our overconsumptionist behaviors and turn to simplicity. The fact of the matter is that, even if we manage to do it individually, the overall population growth will – at best – keep production and sales volumes constant. The underlying reason our ways are not yet sustainable is the inefficiency of the current mindset, practices and processes. Inventing and (perhaps more important) reinventing processes, developing innovative technologies and designing products through a different perspective might be what is needed from now on to reverse the consensual stark predictions about our planet’s fate.


McKinsey&Company, Style that’s sustainable: a new fast-fashion formula, 2016.

One industry in dire need of reinvention and fast forwarding into the future is TINTEX’s own, the textile industry, and the dyeing and finishing sector in particular. The Fashion & Clothing supply chain is a major contributor to water consumption worldwide, responsible for 4% of all freshwater use, second only to the Agricultural business (70%)2,3. With clothes being such ubiquitous items, every little improvement in efficiency and design throughout their production – from farm to garment – goes a long way in offsetting the overall environmental impact of the industry.

In Portugal, water availability – or lack thereof – varies significantly with latitude. In the North, where TINTEX is located, the situation is fortunately described as a “Moderate Rain” scenario4 but is does not mean efforts should not be made to ease the strain on water resources in the region and where our activity has a meaningful impact. At TINTEX, numerous steps have been taken in this regard, pushing the way forward to better employ resources, especially water, in creating smart, quality fabrics. Some of these steps were taken at the design level, others at the production level and still others at the management level.

Resourceful Design

TINTEX is specialized in cellulosic fabrics, mainly cotton and lyocell. This specialization came about years ago (twenty to be precise) following an identified global need to shift from synthetic to natural (or regenerated) fibers and develop the most comfortable, performing and responsible fabrics possible. That remains our ethos to this day, pushing it even further with the aid of new sustainable fibers, bio-based polymers and the inclusion of agroforestry by-products and residues, reinforcing the functionality, aesthetics and purpose of our knits.

Thoughtful Processing

Thanks to cutting-edge machinery, we boast one of the lowest net liquor ratios (liters of water used to treat 1 kg of fabric) of the industry, but that only takes us so far and still we consume 120 L/kg; the real reduction in water consumption is achieved by innovation and adaptation applied to industrial processes.

In that field, TINTEX has developed a patented technology, named Colorau®, in which plant extracts completely substitute synthetic dyes in the dyeing step, while also avoiding the need for certain auxiliary chemicals and repeated rinsing, leading to 60% less water consumed when compared to conventional dyeing processes. Our mercerization and bio-polishing processes also give the fabric their distinct, luxurious and durable look and feel, maintained wash after wash, minimizing the need for buying (and thus, to produce) new clothes. The company’s finishings portfolio also includes important water-conserving solutions, such as antibacterial and odor neutralization treatments (to reduce the activity of the bacteria I mention at the start of this article), which greatly reduce the need for frequently washing – and drying – garments. TINTEX’s knits coating line, apart from being unique in the world, is also a reference in the industry for only using water-based formulations and incorporating pine shell, cork, coffee, sawdust, peppermint and many other vegetal residues, as we usually do.

Visionary Framework

To be effective, all measures put in place to reduce resource consumption must be aligned with integrated management policies, which, in turn, reflect the path set forth for the company by the shareholders. In that sense, TINTEX has, for several years now, been diligent in adopting the strictest quality, ecological and social standards applicable to the textile industry. Our Sustainability Department validates every chemical auxiliary entering our facilities through the bluesign®, ØZDHC, Oeko-Tex® and ISO 14001 sieves, with the company being often audited by these and other similar entities with regards to wastewater, raw material and finished product accountability.

In evolving and adopting the best practices when it comes to water management, TINTEX is also developing an integrated solution, repurposing the treated wastewater and directing it back at the dyeing stage; 50% will be recycled within the next year and close to 90% within the following 3-4 years.  This way, less water is withdrawn from groundwater and more control is held over the quality of the incoming water.

The road to minimal water footprint is still a long one for us at TINTEX, as well as for the Industry and the World in general, but surely and steadily more and more can be done. I am sure one day the effort and patience will be rewarded – I just hope we realize that before water stops falling from the sky.

(Mensagem em Português abaixo)

Água: até quando vai continuar a cair do céu?

A água é necessária para a vida, fatalmente necessária. Toda a vida na Terra depende dela para funções orgânicas básicas e complexas, desde a gigantesca baleia azul que habita o oceano até às minúsculas bactérias Staphyloccocus aureus que tanto apreciam as nossas axilas. Por essa razão, é dramaticamente irónico que a mesma molécula – finita e não em fantástica disponibilidade – possa ser usada de formas quase infinitas para tornar as nossas vidas mais fáceis e confortáveis, tornando-se por sua vez ainda mais escassa e valiosa. A água é uma bebida, um meio de transporte, um depósito de energia e carbono, um solvente formidável e um agente de limpeza, para enumerar apenas algumas das suas aplicações.

Apenas 0,5% da água da Terra está disponível como água doce1, a forma utilizada para a esmagadora maioria das necessidades Humanas – fisiológicas, de lazer, industriais e comerciais. Há um óbvio conflito de interesses da parte da Sociedade na avaliação do consumo de água: precisamos dela para nos manter vivos, mas também deve ser “desperdiçada” para gerir as nossas casas e empresas e alavancar o progresso. Como podem então a Natureza e o Mundo acompanhar esta exigência?

A resposta fácil a esta pergunta difícil é simplesmente produzir menos coisas, mudar os nossos comportamentos consumistas e recorrer à simplicidade. A verdade é que, mesmo que consigamos fazê-lo individualmente, o crescimento geral da população irá – na melhor das hipóteses – manter os volumes de produção e de vendas constantes. A causa subjacente aos nossos modos ainda insustentáveis é a ineficiência da mentalidade, das práticas e dos processos atuais. Inventar e (talvez mais importante) reinventar processos, desenvolver tecnologias inovadoras e conceber produtos sob uma perspetiva diferente pode ser o que é preciso a partir de agora para inverter as previsões consensuais e duras sobre o futuro do nosso planeta.

Uma indústria que necessita urgentemente de reinvenção e de um avanço rápido para o futuro é a da própria TINTEX, a indústria têxtil, e o sector do tingimento e acabamento em particular. A cadeia de fornecimento de Moda & Vestuário é um dos principais contribuintes para o consumo de água em todo o mundo, responsável por 4% de todo o uso de água doce, atrás apenas do negócio agrícola (70%)2,3. Sendo a roupa um item tão ubíquo, cada pequena melhoria na eficiência e design ao longo da sua produção – do cultivo à peça – permite-nos chegar mais longe na compensação do impacto ambiental global da indústria.

Em Portugal, a disponibilidade de água – ou falta dela – varia significativamente com a latitude. No Norte, onde se situa a TINTEX, a situação é felizmente descrita como um cenário de “Chuva Moderada”4, mas não significa que não devam ser feitos esforços para aliviar a pressão sobre os recursos hídricos na região e onde a nossa atividade tem um impacto significativo. Na TINTEX foram dados inúmeros passos neste respeito, impulsionando o caminho para uma melhor utilização de recursos, especialmente da água, na criação de tecidos inteligentes e de qualidade. Alguns destes passos foram dados ao nível do design, outros ao nível da produção e outros a nível de gestão.

Design Engenhoso

A TINTEX é especializada em tecidos celulósicos, principalmente algodão e liocel. Esta especialização surgiu há vários anos (vinte para ser preciso), na sequência da constatação da necessidade global de transitar de fibras sintéticas para naturais (ou regeneradas) e desenvolver os tecidos mais confortáveis, funcionais e responsáveis possível. Esse continua a ser o nosso ethos até hoje, reforçando-o com a ajuda de novas fibras sustentáveis, polímeros de origem biológica e a inclusão de subprodutos e resíduos agroflorestais, evidenciando a funcionalidade, estética e propósito das nossas malhas.

Processamento Criterioso

Graças a maquinaria de ponta, ostentamos uma das mais baixas relações de banho (litros de água usados para tratar 1 kg de malha) da indústria, mas isso só nos leva até certo ponto e ainda assim consumimos cerca de 120 L/kg no global; a verdadeira redução de consumo de água é conseguida pela inovação e adaptação aplicadas aos processos industriais.

Neste campo, a TINTEX desenvolveu uma tecnologia patenteada, chamada Colorau®, na qual substitui completamente os corantes sintéticos por extratos vegetais na etapa de tingimento, evitando também a necessidade de certos produtos químicos auxiliares e de enxaguamentos repetidos, levando a menos 60% de água consumida quando comparando com os processos de tingimento convencionais. Os nossos processos de mercerização e bio-polimento também conferem à malha o seu aspeto e toque distinto, luxuoso e durável, mantidos lavagem após lavagem, minimizando a necessidade de comprar (e assim, de produzir) roupas novas. O portfólio de acabamentos da empresa inclui também importantes soluções de conservação de água, como tratamentos antibacterianos e de neutralização do odor (para reduzir a atividade das bactérias que mencionei no início deste artigo), que reduzem consideravelmente a necessidade de lavagem frequente – e secagem – das peças de vestuário. A linha de revestimento de malhas TINTEX, além de ser única no mundo, é também uma referência na indústria por apenas usar formulações à base de água e incorporar casca de pinheiro, cortiça, café, serrim, hortelã-pimenta e muitos outros resíduos vegetais, como frequentemos fazemos.

Enquadramento Visionário

Para serem eficazes, todas as medidas implementadas para reduzir o consumo de recursos devem ser alinhadas com políticas de gestão integradas que, por sua vez, refletem o caminho estabelecido pelos acionistas para a empresa. Nesse sentido, a TINTEX tem sido, desde há vários anos, diligente na adoção das mais rigorosas normas de qualidade, ecológicas e sociais aplicáveis à indústria têxtil. O nosso Departamento de Sustentabilidade valida todos os auxiliares químicos que entram nas nossas instalações através dos crivos bluesign®, ØZDHC, Oeko-Tex® e ISO 14001, sendo a empresa frequentemente auditada por estas entidades e outras similares no que diz respeito a águas residuais, matéria-prima e produto acabado.

Na evolução e adoção das melhores práticas de gestão da água, a TINTEX também se encontra a desenvolver uma solução integrada, reciclando a água residual tratada e direcionando-a de volta à etapa de tingimento; 50% desta será reciclada dentro do próximo ano e cerca de 90% nos 3-4 anos seguintes.  Desta forma, menos água é coletada de lençóis freáticos e mais controlo é mantido sobre a qualidade da água de entrada.

O caminho para a pegada hídrica mínima ainda é longo para nós na TINTEX, bem como para a Indústria e o Mundo em geral, mas firme e continuamente cada vez mais pode ser feito. Tenho a certeza de que um dia o esforço e a paciência serão recompensados – só espero que percebamos isso antes da água deixar de cair do céu.

1EarthData, https://earthdata.nasa.gov/learn/toolkits/freshwater-availability, 15/03/2021.

2Journal of Natural Sciences, Textile dyeing industry an environmental hazard, 2012.

3Food and Agriculture Organization of the United Nations, Water for sustainable food and agriculture, 2017.

4Instituto Português do Mar e da Atmosfera, http://www.ipma.pt/pt/oclima/observatorio.secas/pdsi/monitorizacao/servico.situacaoatual/, 15/03/2021.

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